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Adrenalina no sangue
Matéria publicada na revista "Conta
Mais" em 26/03/2006.
Por Waleria de Carvalho
O que tem em comum,
Marcelo Serrado, André Seggatti, Leonardo Vieira,
Jorge Pontual, Patrícia França e muitos
outros artistas? O duble Jorge Só. Ele e o responsável
pelas cenas de luta e de ação da novela
Prova de Amor, como a capotagem que ocorreu dentro de
um túnel no Rio de Janeiro e as constantes perseguições
e brigas corporais que ocorrem na trama de Tiago Santiago.
André Seggatti,
o Geriao de Prova de Amor, e só elogios para
o profissionalismo de Jorge Só. “E importante
ter um profissinal da área que nos oriente. O
trabalho dele e imprescindível para toda a equipe”,
elogia. Patrícia França, a Diana, faz
coro com a opinião de André. “Estamos
sendo treinados e em boas mãos. Eles são
ótimos”, diz. “Gosto das cenas de ação,
que são mais detalhadas e tem que ser coreografadas
para dar certo”, conta Marcelo Serrado, o Daniel da
trama. Ate a doce Lavinia Vlasak entrou no clima. “Repito
as cenas as vezes porque sou estabanada. Mas gosto dessas
cenas para soltar os bichos”, diz a interprete da Clarice.
Alem de contar com
a admiração dos artistas que dubla, Jorge
tem na família sua melhor aliada, que compartilha
quase que diariamente de sua adrenalina. A esposa, Denise
Só, e os filhos, Yuri e Yan de 23 e 21 anos respectivamente,
trilham o caminho do dono da empresa Só Ação.
“Há 23 anos trabalho com dublagem. Foi nesta
época que minha esposa, a Deca, também
começou a dublar, fazendo um soldado em Armação
Ilimitada e no ano passado caiu de uma ponte de uma
altura de cinqüenta metros dublando a Nazaré,
de Senhora do Destino”, elogia Jorge, que sente orgulho
de os filhos também gostarem da profissão.
“Desde crianças eles acompanham a gente. Era
proibido criança dublar, mas desde os 18 anos
estão sempre conosco. O Yuri, inclusive, já
briga comigo porque quer capotar. Já o Yan quer
ser piloto de helicóptero”, diz o pai coruja.
E quem pensa que
medo não faz parte do vocabulário da família
adrenalina, engana-se. “Quem disser para você
que não tem medo esta mentindo. Mas a confiança
em nosso trabalho e a técnica que temos fazem
com que percamos o medo. O duble precisa manter a calma
e ter segurança sempre”.

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Família de Super-Heróis
Matéria publicada no jornal "Meia
Hora" em 19/03/2006.
Por Valeria Souza
Uma família
radical, movida por fortes emoções. Pais
e filhos se arriscam como dubles nas cenas de ação
das novelas concorrentes Prova de amor e Bang Bang.
A frente da prole esta o reconhecido Jorge Só,
no mercado a 21 anos. Sua mulher, Denise, e os filhos
do casal, Yuri e Yan, também estão na
profissão.
Mas engana-se quem
pensa que, por arriscarem a vida, eles não sentem
medo. “O duble que disser que não tem medo mente.
Mas confio na minha técnica e competência”,
diz Jorge, que começou a carreira serie Armação
Ilimitada, de 1985. Jorge substituía Juba (Kadu
Moliterno) e Lula (André de Biasi) nas cenas
de ação.
Mesmo sendo recordista
com queda com cabo no Brasil, Denise fica receosa a
cada cena. “Sinto frio na barriga. E a mesma sensação
que temos na montanha-russa”, compara ela, que pulou
de 50m de altura na cena em que Nazaré (Renata
Sorrah), em Senhora do Destino, jogava-se de uma ponte.
Alem do trio, Jorge
Só coordena uma trupe de 60 funcionários,
incluindo equipe de resgate, com bombeiros e médicos.
Cada duble recebe, em media, a diária entre R$100
e R$150. A equipe faz quedas, capotagens, perseguições
de carros e barcos, explosões e muito mais. Dependendo
da manobra, a cena pode custar R$30 mil.

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Clima de perigo no ar
Matéria publicada no jornal "O Fuminense"
em 14/03/2006.
Por Mariana Costa
Perseguição,
briga ou tiroteio entre mocinhos e bandidos, mesmo que
seja de mentirinha, como acontece nas novelas, pode
exigir dos atores um preparo físico sobre-humano.
Para que a cena mostre o realismo necessário,
e preciso que um profissional do ramo, como um duble,
seja acionado para auxiliar os atores em cenas de ação.
Como foi o caso de Prova de Amor, Rede Record, que gravou
tomadas desse tipo na ultima sexta-feira, no Clube Naval
Charitas, em Niterói.
Três meses
antes de a novela entrar no ar, atores como os protagonistas
da trama, Lavinia Vlasak, Marcelo Serrado e Leonardo
Vieira, tiveram que treinar pesado numa academia da
Barra da Tijuca. Com os toques do duble Jorge Só,
que da assistência a Prova de Amor, os atores
conseguiram fazer com que as cenas de ação
parecessem reais.
“Fazia parte do
treinamento dos atores aprender o domínio do
corpo. Alem disso, luta, posicionamento do corpo, como
cair no chão, como manusear uma arma e abordagem,
entre outras coisas”, explica o profissional.
“Jorge fala para
eu fazer, eu faço”, comenta Marcelo Serrado,
que da vida ao sofrido Daniel, mocinho da historia,
dirigida por Alexandre Avancini. De acordo com o ator,
as coreografias de luta, ensaiadas antes da novela entrar
no ar, ajudaram na composição de seu personagem.
“As cenas de briga,
para mim, são as mais difíceis, porque
acho que não sou tão ágil assim”,
confessa Serrado.
Já segundo
a atriz Lavinia Vlasak, fazer cenas de ação
sempre e bastante complicado.
“Porque a gente
não pode cristalizar a ação e para
ficar perfeito, as cenas são repetidas diversas
vezes. Não costumo usar duble, só em cenas
de muito perigo”, comenta Lavinia, que interpreta a
protagonista Clarice.
Arranhões
e manchas roxas por todo o corpo. Isso já faz
parte da rotina de Rafael Zulu, que da vida ao piloto
de helicópteros Bira. O ator também confessa
que prefere ser o protagonista das cenas de ação
e, somente quando não tem jeito, opta pelo auxilio
de um duble. Zulu diz que faz as cenas de vôo
ao lado de um piloto “de verdade.”
“Tomo os
cuidados básicos com o corpo. Teve uma vez que
a cena nem era muito pesada, mas era em alto mar e eu
estava enjoando muito. Não agüentei e pedi
um duble”, comenta.

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Truques que fazem a diferença
Matéria publicada na revista"Minha
Novela " em 22/02/2006.
Em mais uma gravação
de Prova de Amor cheia de ação, Marcelo
Serrado contou com a ajuda de um aliado e tanto. Como
tinha que correr descalço pelo mato para fugir
da perseguição dos vilões Lopo
(Leonardo Vieira) e Geriao (André Seggatti),
o ator teve que calçar um pe falso. Feito de
látex, o molde o ajudou a trabalhar, sem medo
de machucar os pezinhos. Já nas cenas de briga,
os atores contaram com a experiência do duble
Jorge Só, responsável pela coreografia
das lutas, que ensaiou com eles durante 15 minutos.
E como quase toda briga tem sangue, André Seggatti
saiu ferido, só que de mentirinha. O ator recebeu
uma maquiagem com sangue cenográfico. Perfeito!

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Como ser um policial bom de briga
Matéria publicada no jornal "O Globo"
em 08/01/2006.
Cair
sem se machucar, dar socos sem ferir o outro; esquivar-se
de tapas, empunhar corretamente a pistola... O trabalho
de Patrícia França e Jorge Pontual em
“Prova de Amor”, da Rede Record, não e somente
decorar o texto e representá-lo. Donos dos personagens
Diana e Julio, respectivamente, dois policiais, os atores
tem aulas para dar o Maximo de veracidade as cenas.
- As cenas têm
que ser ensaiadas exaustivamente, para que nada saia
errado – explica o duble Jorge Só, que esta dando
toda a assessoria das cenas de ação da
novela. – Ate hoje nenhum ator se machucou. Mas medimos
cada movimento milimetricamente, para não dar
um soco no outro sem querer.
Os atores têm
se aplicado bastante. Patrícia fez aulas de caratê
e ainda faz de defesa pessoal com o próprio Só.
Érika Faccini, que faz a policial Telma, assistente
de Diana, fez boxe tailandês. Ate Marcelo Serrado
entrou na roda.
- Os atores treinam
o posicionamento de luta e de arma. Analisamos juntos
cada cena e combinamos com o diretor como serão
os movimentos – conta Só. Todos estão
tão a vontade que praticamente nem precisam de
duble. Naquela cena de perseguição da
Diana ao bandido Barão (Marcio Garcia), no comecinho
da novela, ela fez a seqüência toda sozinha,
sem ajuda nenhuma.
O preparador de
atores Sergio Farjalla também treina o elenco
de “Prova de Amor” no que diz respeito a parte policial.
Ele ou alguém de sua equipe esta sempre no estúdio
acompanhando os trabalhos para ensinar o procedimento
policial correto aos atores.
- O mais importante
e que eles não denigram a imagem da policia.
Para isso, mostramos como tem que ser a postura desse
profissional, como ele age, como usa uma arma – explica
ele, que também treinou a equipe de “Bang Bang”,
da Rede Globo. – E só usamos armas de festim
nas gravações, para que não haja
perigo de alguém se ferir no meio da cena.
Alem de treinar
o gestual, Farjalla mostra aos atores os riscos e a
importância da profissão.
- Eles ficam conhecendo
o dia-a-dia da instituição, como funciona,
como e a vivencia do policial. Nosso objetivo e que
tudo pareça real. E, por enquanto, os atores
tem se saído muito bem – diz ele.

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Dublês desafiam perigo na Rede Globo
Matéria publicada na Folha de São
Paulo em 10/03/1996.
Por Vanessa Campos
Algumas das cenas mais emocionantes das novelas e seriados
da Globo nos últimos 15 anos foram protagonizadas
por Jorge Só e sua mulher Denise.
Antes que algum telespectador desavisado reclame
nunca ter ouvido falar de tais atores, é bom
lembrar que os dois são, simplesmente, os dublês
mais famosos do Brasil. Isso significa que, toda vez
que André de Biasi descia de canoa uma turbulenta
corredeira, em Armação Ilimitada ou quando
Cláudia Raia despencava de um despenhadeiro,
em Deus nos Acuda Jorge e Denise entram em cena.
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O
resultado foi tão positivo que ele passou
a gravar todas as cenas perigosas do seriado.
E ainda convenceu a namorada, Denise, a trabalhar
como dublê feminina.
Jorge investiu na atividade e abriu a agência
Só Ação. Com uma equipe
de 15 dublês, a empresa é responsável
pelo planejamento e execução de
cenas perigosas para TV e cinema. O sucesso
foi comprovado pelo prêmio de melhor dublê
do Brasil, concedido a Jorge pela revista SET.
O perigo é constante na profissão
dos dois. Jorge chegou a ficar submerso numa
lagoa, preso nas ferragens de um carro, durante
a gravação de um desastre de automóvel,
na novela Sassaricando.
A situação se complicou porque
os mergulhadores demoraram a encontrá-lo.
Só a experiência fez com que permanecesse
calmo, mesmo sem poder respirar e aguardasse
o resgate.
Já Denise sofreu um acidente muito sério
durante a gravação de uma cena
de Cara & Coroa. Foi arrastada por uma onda
durante a encenação da morte da
personagem de Maitê Proença e só
sobreviveu graças á sua execelente
forma física. Mesmo tendo batido a cabeça
e com ferimentos graves, ela conseguiu lutar
contra a força da maré até
ser resgatada.
Apesar de todos os percalços, a dupla
não desiste. E a perseverança
pode ser comprovada por duas importantes cenas
que vão ao ar nos próximos dias
, em programas da Rede Globo.
Jorge encarou uma capotagem quádrupla
de automóvel para a novela Quem é
você?. Já Denise caiu do cavalo,
literalmente, numa gravação da
minissérie O Fim do Mundo.
Profissão
tem treinamento informal
Além de fazer vários cursos de
esportes perigosos, como alpinismo, vôo
em parapente, mergulho ou corrida de automóvel,
o dublê Jorge Só contratou o italiano
Giancarlo Bastianone para receber aulas básicas
da profissão.
O dublê brasileiro não tem um treinamento
formal. O preço de uma capotagem varia
de R$2.800 a R$3.000. O que pode parecer um
belo salário, tem suas desvantagens:
não há vínculo empregatício,
assistência médica ou seguro de
vida.
Para gravar uma capotagem, por exemplo, são
necessários dois dias de preparação,
onde detalhes como ângulo da rampa, distância
e posicionamento das câmeras são
minuciosamente estudados e cronometrados com
a equipe de produção. Afinal,
não é o tipo de cena que pode
ser refeita até a perfeição.

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Boa ação e adrenalina
Matéria
publicada no "O Dia" em 28/02/99
Por Maria Inez Magalhães
Grupo comandado por dublê salva vidas
na Barra
A
definição do novo dicionário da
língua portuguesa para hobby - atividade de recreio
para as horas de lazer - está muito longe do
que é praticado pela equipe de resgate Só
Ação. Formado há três anos
por 12 profissionais, o grupo, criado pelo dublê
Jorge Só, é especializado em resgatar
pessoas nas mais diversas situações: quando
elas se perdem em trilhas de floresta, se acidentam
ou se afogam. Como se não bastasse, o Só
Ação também controla o caos no
trânsito caso haja alguma batida.
Equipados
com todos os aparatos necessários para esses
tipos de atividade, os salva-vidas da Só Ação
trabalham em conjunto com o Corpo de Bombeiros, quase
sempre na Barra. Pode parecer estranho, mas eles fazem
tudo isso por prazer. Um hobby que não dá
um minuto de descanso e é pura adrenalina, mas
que traz tanta satisfação quando tudo
dá certo.
"Resolvi
montar a Só Ação para me assessorar
durante as cenas mais perigosas na televisão
e no cinema, onde faço tomadas perigosas. Como
não gravo todos os dias, os equipamentos ficavam
parados. Foi aí que tive a idéia de usá-los
em casos de emergência", conta Jorge, especializado
em capotagens e batidas de carro. Em três anos,
ele já perdeu a conta de quantas pessoas socorreu.
O trabalho aumenta nos finais de semana quando a equipe
chega a atender pelo menos 10 casos, não só
na Barra, mas também na Zona Sul.
"Quando
as coisas na Barra estão mais tranquilas, vamos
para a Zona Sul. Procuramos estar o mais próximo
possível de tudo o que acontece para dar tempo
de socorrer as vítimas", diz Jorge Só.
Como ainda não tem sede própria, a Só
Ação trabalha fazendo ronda das 23 ás
3H. Por ser muito conhecida, a equipe costuma ser avisada
de algumas ocorrências pelos moradores e pelo
Corpo de Bombeiros.
Apesar
de prestar socorro em situações de emergência,
o dublê faz um alerta. "Em qualquer situação
de perigo deve-se chamar o Corpo de Bombeiros, que é
o principal responsável pelo socorro em determinadas
horas. Se estivermos por perto, vamos prestar ajuda.
Nossa intenção é apenas somar nosso
trabalho ao deles para garantir a sobrevivência
das vítimas", assegura.
Equipamentos
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Como
são voluntários, os integrantes
da Só Ação não cobram
nada das vítimas que socorrem. Todos
os gastos saem do bolso do próprio grupo,
que levou algum tempo para conseguir montar
a estrutura de que dispõe hoje. Segundo
Jorge Só, foram necessários seis
meses para que sua picape ficasse totalmente
equipada, um gasto de cerca de R$ 30 mil em
Matérial para qualquer tipo de emergência.
Colares cervicais, ambu (ressuscitador manual),
KED (imobilizador em caso de lesão no
pescoço e coluna), macas, macaco para
desprender o volante num acidente, equipamentos
para resgate em altura, cordas, bote inflável,
maleta de primeiros socorros e até uma
motoserra para retirar árvores caídas
sobre carros. A Só Ação
dispõe de mais quatro veículos,
sendo uma UTI e três automóveis
comuns.

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Por trás das cameras
Matéria publicada na revista Contigo!
em 20/01/98
Por Isabel Ribeiro em Cerqueira Cesar

Risco
Máximo
Para as cenas perigosas de Selena, entra em
ação Denise Só, uma dublê
que se envolve em situações de
tirar o fôlego.
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Se
por um lado muita gente se aflige na poltrona
toda vez que a destemida Selena (Cristiana de
Oliveira) de Corpo Dourado enfrenta uma situação
de perigo, por outro lado a intérprete
da personagem é só confiança.
Tamanha tranqüilidade atende pelo nome de
Denise Só, uma bela loira de 33 anos, contratada
para ser a dublê de Cristiana até
o final da trama de Antonio Calmom. - Estou adorando
trabalhar com a Crica. A gente se entrosa bem
e discute muito os trejeitos do personagem - conta
a dublê.
Na estrada há onze anos, Denise foi escolhida
para fazer as cenas de risco da protagonista por
ser uma das mais completas dublês do país.
Várias facetas de sua versatilidade são
mostradas na novela. Entre elas está a
montaria e a destreza ao volante de um Scania
62, o caminhão da personagem. - Se a direção
fosse hidráulica, Cristiana poderia dirigir.
Como é um veículo pesado, exige
preparo físico.
Corpo Dourado oferece espaço para outra
modalidade que Denise domina: a cama elástica,
da qual saltou para gravar o insólito encontro
entre Selena e Arthurzinho (Marcos Winter). Na
história, a heroína é atirada
pelo chucro do Arizona na platéia de um
rodeio e cai no colo do playboy. Nessa festa country,
por sinal, Denise ganhou uma parceira : a peoa
Lúcia Primo, que se equilibraria no cavalo.
Mas na última hora, Lúcia foi dispensada:
a fera foi montada por um peão da cidade,
porque era necessário competir no estilo
"macho" de Selena.
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Além
da loira "dura na queda", Cristiana
Oliveira contou ainda com as dicas da Peoa Lúcia
Primo.
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Cheia
de garra, Denise não deixa transparecer
que morre de medo ao fazer seu trabalho.Inexplicavelmente,
porém, ela sabe que nasceu para isso. Praticou
na adolescência windsurfe, ginástica
olímpica e judô. Há quinze
anos casou-se com o professor de jiu-jitsu, Jorge
Só, um dos dublês preferidos dos
diretores de novelas da globo. Dona, com o marido,
da agência de dublês Só Ação,
Denise já tomou a vez de atrizes como Glória
Pires em Vale Tudo (1988) e Cláudia Raia
em Deus nos Acuda (1992), em quadros ameaçadores.
Mas em Cara & Coroa (1996) sua vocação
foi posta á prova. A situação
envolvia a morte de Heloísa (Maitê
Proença), que após cair de um penhasco
estatelava-se nas rochas. Denise deitou-se numa
delas na praia de búzios e gravou várias
cenas "mortas".
Só
que uma onda inesperada a lançou ao mar
e ela teve o corpo jogado contra as pedras.
Resultado: dentes quebrados e muitos pontos
pelo corpo. Os dois filhos, Yuri, 14 anos, e
Yan 12, entusiastas do ofício dos pais,
demoraram para superar o trauma e o marido a
aconselhou largar tudo. Denise apenas deu um
tempo. Seu novo objetivo é ser atriz.
Mas impõe uma condição:
seu papel tem de estar recheadíssimo
de ação, é claro!

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O
Trabalho inclui partos, socorro a baleados e transporte
das vítimas ao hospital
Em três anos de trabalho, a Só Ação
acumula não só centenas de resgates, mas
também muitas histórias. Acidentes são
as ocorrências mais comuns, mas prestar socorro
a pessoas baleadas e esfaqueadas também faz parte
do trabalho. Até um parto a equipe já
realizou quando Edelson Luiz Ourives, estava fazendo
a ronda. "Quando paramos para socorrer a mulher,
o bebê já estava nascendo e não
havia tempo de levá-lo para o hospital. O que
foi feito depois dos primeiros cuidados", conta
Edelson.
Para
não se envolverem emocionalmente com os casos
que atendem, os integrantes do grupo de resgate prestam
os primeiros socorros e acompanham as vítimas
até que elas sejam encaminhadas ao hospital.
"Depois disso, nos afastamos do caso. Nem os nomes
das pessoas ficamos sabendo", explica Edelson.
Segundo ele, essa decisão foi tomada desde que
eles socorreram uma pessoa e depois ficaram sabendo
que no dia seguinte ele havia morrido.
"Isso
é muito ruim. Quando estamos no local do acidente
e chegam os familiares desesperados, a gente acaba se
envolvendo no drama deles. Mas quando não aparece
ninguém, a situação se torna menos
dolorosa" , diz Ourives. Nem sempre as vítimas
ficam anônimas. Ele já reconheceu um menino
por causa de um ferimento na cabeça causada por
um atropelamento. Para Jorge Só, ajudar crianças
e velhos é uma tarefa difícil. "Uma
vez socorri um menino de nove anos que teve fratura
exposta no pé. pensei no meu filho", conta.
Outro momento que o marcou foi o atropelamento de um
senhor de 77 anos. "Ele estava arrebentado e ainda
pedia desculpas por nos estar dando trabalho".

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