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- Adrenalina no Sangue Matéria publicada na resvista “Conta Mais” em 26/03/2006
- Família de Super Heróis Matéria publicada no jornal “Meia Hora” em 19/03/2006

- Clima de Perigo no ar

Matéria publicada no jornal “O Fluminense” em 14/03/2006 Por Mariana Costa

- Truques que fazem a diferença Matéria publicada na revista “Minha Novela” em 22/02/2006
- Como ser um policial bom de briga Matéria publicada no jornal “O Globo – Revista da TV” em 08/01/2006
- Dublês desafiam perigo na Rede Globo  Matéria publicada na Folha de São Paulo em 10/03/1996. - Por Vanessa Campos
- Boa ação e adrenalina. Matéria publicada no "O Dia" em 28/02/99 - Por Maria Inez Magalhães
- Por trás das cameras. Matéria publicada na revista Contigo! em 20/01/98 - Por Isabel Ribeiro em Cerqueira Cesar

- Adrenalina no sangue

Matéria publicada na revista "Conta Mais" em 26/03/2006.
Por Waleria de Carvalho

O que tem em comum, Marcelo Serrado, André Seggatti, Leonardo Vieira, Jorge Pontual, Patrícia França e muitos outros artistas? O duble Jorge Só. Ele e o responsável pelas cenas de luta e de ação da novela Prova de Amor, como a capotagem que ocorreu dentro de um túnel no Rio de Janeiro e as constantes perseguições e brigas corporais que ocorrem na trama de Tiago Santiago.

André Seggatti, o Geriao de Prova de Amor, e só elogios para o profissionalismo de Jorge Só. “E importante ter um profissinal da área que nos oriente. O trabalho dele e imprescindível para toda a equipe”, elogia. Patrícia França, a Diana, faz coro com a opinião de André. “Estamos sendo treinados e em boas mãos. Eles são ótimos”, diz. “Gosto das cenas de ação, que são mais detalhadas e tem que ser coreografadas para dar certo”, conta Marcelo Serrado, o Daniel da trama. Ate a doce Lavinia Vlasak entrou no clima. “Repito as cenas as vezes porque sou estabanada. Mas gosto dessas cenas para soltar os bichos”, diz a interprete da Clarice.

Alem de contar com a admiração dos artistas que dubla, Jorge tem na família sua melhor aliada, que compartilha quase que diariamente de sua adrenalina. A esposa, Denise Só, e os filhos, Yuri e Yan de 23 e 21 anos respectivamente, trilham o caminho do dono da empresa Só Ação. “Há 23 anos trabalho com dublagem. Foi nesta época que minha esposa, a Deca, também começou a dublar, fazendo um soldado em Armação Ilimitada e no ano passado caiu de uma ponte de uma altura de cinqüenta metros dublando a Nazaré, de Senhora do Destino”, elogia Jorge, que sente orgulho de os filhos também gostarem da profissão. “Desde crianças eles acompanham a gente. Era proibido criança dublar, mas desde os 18 anos estão sempre conosco. O Yuri, inclusive, já briga comigo porque quer capotar. Já o Yan quer ser piloto de helicóptero”, diz o pai coruja.

E quem pensa que medo não faz parte do vocabulário da família adrenalina, engana-se. “Quem disser para você que não tem medo esta mentindo. Mas a confiança em nosso trabalho e a técnica que temos fazem com que percamos o medo. O duble precisa manter a calma e ter segurança sempre”.

- Família de Super-Heróis

Matéria publicada no jornal "Meia Hora" em 19/03/2006.
Por Valeria Souza

Uma família radical, movida por fortes emoções. Pais e filhos se arriscam como dubles nas cenas de ação das novelas concorrentes Prova de amor e Bang Bang. A frente da prole esta o reconhecido Jorge Só, no mercado a 21 anos. Sua mulher, Denise, e os filhos do casal, Yuri e Yan, também estão na profissão.

Mas engana-se quem pensa que, por arriscarem a vida, eles não sentem medo. “O duble que disser que não tem medo mente. Mas confio na minha técnica e competência”, diz Jorge, que começou a carreira serie Armação Ilimitada, de 1985. Jorge substituía Juba (Kadu Moliterno) e Lula (André de Biasi) nas cenas de ação.

Mesmo sendo recordista com queda com cabo no Brasil, Denise fica receosa a cada cena. “Sinto frio na barriga. E a mesma sensação que temos na montanha-russa”, compara ela, que pulou de 50m de altura na cena em que Nazaré (Renata Sorrah), em Senhora do Destino, jogava-se de uma ponte.

Alem do trio, Jorge Só coordena uma trupe de 60 funcionários, incluindo equipe de resgate, com bombeiros e médicos. Cada duble recebe, em media, a diária entre R$100 e R$150. A equipe faz quedas, capotagens, perseguições de carros e barcos, explosões e muito mais. Dependendo da manobra, a cena pode custar R$30 mil.

- Clima de perigo no ar

Matéria publicada no jornal "O Fuminense" em 14/03/2006.
Por Mariana Costa

Perseguição, briga ou tiroteio entre mocinhos e bandidos, mesmo que seja de mentirinha, como acontece nas novelas, pode exigir dos atores um preparo físico sobre-humano. Para que a cena mostre o realismo necessário, e preciso que um profissional do ramo, como um duble, seja acionado para auxiliar os atores em cenas de ação. Como foi o caso de Prova de Amor, Rede Record, que gravou tomadas desse tipo na ultima sexta-feira, no Clube Naval Charitas, em Niterói.

Três meses antes de a novela entrar no ar, atores como os protagonistas da trama, Lavinia Vlasak, Marcelo Serrado e Leonardo Vieira, tiveram que treinar pesado numa academia da Barra da Tijuca. Com os toques do duble Jorge Só, que da assistência a Prova de Amor, os atores conseguiram fazer com que as cenas de ação parecessem reais.

“Fazia parte do treinamento dos atores aprender o domínio do corpo. Alem disso, luta, posicionamento do corpo, como cair no chão, como manusear uma arma e abordagem, entre outras coisas”, explica o profissional.

“Jorge fala para eu fazer, eu faço”, comenta Marcelo Serrado, que da vida ao sofrido Daniel, mocinho da historia, dirigida por Alexandre Avancini. De acordo com o ator, as coreografias de luta, ensaiadas antes da novela entrar no ar, ajudaram na composição de seu personagem.

“As cenas de briga, para mim, são as mais difíceis, porque acho que não sou tão ágil assim”, confessa Serrado.

Já segundo a atriz Lavinia Vlasak, fazer cenas de ação sempre e bastante complicado.

“Porque a gente não pode cristalizar a ação e para ficar perfeito, as cenas são repetidas diversas vezes. Não costumo usar duble, só em cenas de muito perigo”, comenta Lavinia, que interpreta a protagonista Clarice.

Arranhões e manchas roxas por todo o corpo. Isso já faz parte da rotina de Rafael Zulu, que da vida ao piloto de helicópteros Bira. O ator também confessa que prefere ser o protagonista das cenas de ação e, somente quando não tem jeito, opta pelo auxilio de um duble. Zulu diz que faz as cenas de vôo ao lado de um piloto “de verdade.”

“Tomo os cuidados básicos com o corpo. Teve uma vez que a cena nem era muito pesada, mas era em alto mar e eu estava enjoando muito. Não agüentei e pedi um duble”, comenta.

- Truques que fazem a diferença

Matéria publicada na revista"Minha Novela " em 22/02/2006.

Em mais uma gravação de Prova de Amor cheia de ação, Marcelo Serrado contou com a ajuda de um aliado e tanto. Como tinha que correr descalço pelo mato para fugir da perseguição dos vilões Lopo (Leonardo Vieira) e Geriao (André Seggatti), o ator teve que calçar um pe falso. Feito de látex, o molde o ajudou a trabalhar, sem medo de machucar os pezinhos. Já nas cenas de briga, os atores contaram com a experiência do duble Jorge Só, responsável pela coreografia das lutas, que ensaiou com eles durante 15 minutos. E como quase toda briga tem sangue, André Seggatti saiu ferido, só que de mentirinha. O ator recebeu uma maquiagem com sangue cenográfico. Perfeito!

- Como ser um policial bom de briga

Matéria publicada no jornal "O Globo" em 08/01/2006.

Cair sem se machucar, dar socos sem ferir o outro; esquivar-se de tapas, empunhar corretamente a pistola... O trabalho de Patrícia França e Jorge Pontual em “Prova de Amor”, da Rede Record, não e somente decorar o texto e representá-lo. Donos dos personagens Diana e Julio, respectivamente, dois policiais, os atores tem aulas para dar o Maximo de veracidade as cenas.

- As cenas têm que ser ensaiadas exaustivamente, para que nada saia errado – explica o duble Jorge Só, que esta dando toda a assessoria das cenas de ação da novela. – Ate hoje nenhum ator se machucou. Mas medimos cada movimento milimetricamente, para não dar um soco no outro sem querer.

Os atores têm se aplicado bastante. Patrícia fez aulas de caratê e ainda faz de defesa pessoal com o próprio Só. Érika Faccini, que faz a policial Telma, assistente de Diana, fez boxe tailandês. Ate Marcelo Serrado entrou na roda.

- Os atores treinam o posicionamento de luta e de arma. Analisamos juntos cada cena e combinamos com o diretor como serão os movimentos – conta Só. Todos estão tão a vontade que praticamente nem precisam de duble. Naquela cena de perseguição da Diana ao bandido Barão (Marcio Garcia), no comecinho da novela, ela fez a seqüência toda sozinha, sem ajuda nenhuma.

O preparador de atores Sergio Farjalla também treina o elenco de “Prova de Amor” no que diz respeito a parte policial. Ele ou alguém de sua equipe esta sempre no estúdio acompanhando os trabalhos para ensinar o procedimento policial correto aos atores.

- O mais importante e que eles não denigram a imagem da policia. Para isso, mostramos como tem que ser a postura desse profissional, como ele age, como usa uma arma – explica ele, que também treinou a equipe de “Bang Bang”, da Rede Globo. – E só usamos armas de festim nas gravações, para que não haja perigo de alguém se ferir no meio da cena.

Alem de treinar o gestual, Farjalla mostra aos atores os riscos e a importância da profissão.

- Eles ficam conhecendo o dia-a-dia da instituição, como funciona, como e a vivencia do policial. Nosso objetivo e que tudo pareça real. E, por enquanto, os atores tem se saído muito bem – diz ele.

- Dublês desafiam perigo na Rede Globo

Matéria publicada na Folha de São Paulo em 10/03/1996.
Por Vanessa Campos


Algumas das cenas mais emocionantes das novelas e seriados da Globo nos últimos 15 anos foram protagonizadas por Jorge Só e sua mulher Denise.

Antes que algum telespectador desavisado reclame nunca ter ouvido falar de tais atores, é bom lembrar que os dois são, simplesmente, os dublês mais famosos do Brasil. Isso significa que, toda vez que André de Biasi descia de canoa uma turbulenta corredeira, em Armação Ilimitada ou quando Cláudia Raia despencava de um despenhadeiro, em Deus nos Acuda Jorge e Denise entram em cena.

O resultado foi tão positivo que ele passou a gravar todas as cenas perigosas do seriado. E ainda convenceu a namorada, Denise, a trabalhar como dublê feminina.

Jorge investiu na atividade e abriu a agência Só Ação. Com uma equipe de 15 dublês, a empresa é responsável pelo planejamento e execução de cenas perigosas para TV e cinema. O sucesso foi comprovado pelo prêmio de melhor dublê do Brasil, concedido a Jorge pela revista SET.

O perigo é constante na profissão dos dois. Jorge chegou a ficar submerso numa lagoa, preso nas ferragens de um carro, durante a gravação de um desastre de automóvel, na novela Sassaricando.
A situação se complicou porque os mergulhadores demoraram a encontrá-lo. Só a experiência fez com que permanecesse calmo, mesmo sem poder respirar e aguardasse o resgate.

Já Denise sofreu um acidente muito sério durante a gravação de uma cena de Cara & Coroa. Foi arrastada por uma onda durante a encenação da morte da personagem de Maitê Proença e só sobreviveu graças á sua execelente forma física. Mesmo tendo batido a cabeça e com ferimentos graves, ela conseguiu lutar contra a força da maré até ser resgatada.

Apesar de todos os percalços, a dupla não desiste. E a perseverança pode ser comprovada por duas importantes cenas que vão ao ar nos próximos dias , em programas da Rede Globo.

Jorge encarou uma capotagem quádrupla de automóvel para a novela Quem é você?. Já Denise caiu do cavalo, literalmente, numa gravação da minissérie O Fim do Mundo.

Profissão tem treinamento informal

Além de fazer vários cursos de esportes perigosos, como alpinismo, vôo em parapente, mergulho ou corrida de automóvel, o dublê Jorge Só contratou o italiano Giancarlo Bastianone para receber aulas básicas da profissão.

O dublê brasileiro não tem um treinamento formal. O preço de uma capotagem varia de R$2.800 a R$3.000. O que pode parecer um belo salário, tem suas desvantagens: não há vínculo empregatício, assistência médica ou seguro de vida.

Para gravar uma capotagem, por exemplo, são necessários dois dias de preparação, onde detalhes como ângulo da rampa, distância e posicionamento das câmeras são minuciosamente estudados e cronometrados com a equipe de produção. Afinal, não é o tipo de cena que pode ser refeita até a perfeição.

- Boa ação e adrenalina

Matéria publicada no "O Dia" em 28/02/99
Por Maria Inez Magalhães


Grupo comandado por dublê salva vidas na Barra

A definição do novo dicionário da língua portuguesa para hobby - atividade de recreio para as horas de lazer - está muito longe do que é praticado pela equipe de resgate Só Ação. Formado há três anos por 12 profissionais, o grupo, criado pelo dublê Jorge Só, é especializado em resgatar pessoas nas mais diversas situações: quando elas se perdem em trilhas de floresta, se acidentam ou se afogam. Como se não bastasse, o Só Ação também controla o caos no trânsito caso haja alguma batida.

Equipados com todos os aparatos necessários para esses tipos de atividade, os salva-vidas da Só Ação trabalham em conjunto com o Corpo de Bombeiros, quase sempre na Barra. Pode parecer estranho, mas eles fazem tudo isso por prazer. Um hobby que não dá um minuto de descanso e é pura adrenalina, mas que traz tanta satisfação quando tudo dá certo.

"Resolvi montar a Só Ação para me assessorar durante as cenas mais perigosas na televisão e no cinema, onde faço tomadas perigosas. Como não gravo todos os dias, os equipamentos ficavam parados. Foi aí que tive a idéia de usá-los em casos de emergência", conta Jorge, especializado em capotagens e batidas de carro. Em três anos, ele já perdeu a conta de quantas pessoas socorreu. O trabalho aumenta nos finais de semana quando a equipe chega a atender pelo menos 10 casos, não só na Barra, mas também na Zona Sul.

"Quando as coisas na Barra estão mais tranquilas, vamos para a Zona Sul. Procuramos estar o mais próximo possível de tudo o que acontece para dar tempo de socorrer as vítimas", diz Jorge Só. Como ainda não tem sede própria, a Só Ação trabalha fazendo ronda das 23 ás 3H. Por ser muito conhecida, a equipe costuma ser avisada de algumas ocorrências pelos moradores e pelo Corpo de Bombeiros.

Apesar de prestar socorro em situações de emergência, o dublê faz um alerta. "Em qualquer situação de perigo deve-se chamar o Corpo de Bombeiros, que é o principal responsável pelo socorro em determinadas horas. Se estivermos por perto, vamos prestar ajuda. Nossa intenção é apenas somar nosso trabalho ao deles para garantir a sobrevivência das vítimas", assegura.

Equipamentos

Como são voluntários, os integrantes da Só Ação não cobram nada das vítimas que socorrem. Todos os gastos saem do bolso do próprio grupo, que levou algum tempo para conseguir montar a estrutura de que dispõe hoje. Segundo Jorge Só, foram necessários seis meses para que sua picape ficasse totalmente equipada, um gasto de cerca de R$ 30 mil em Matérial para qualquer tipo de emergência.

Colares cervicais, ambu (ressuscitador manual), KED (imobilizador em caso de lesão no pescoço e coluna), macas, macaco para desprender o volante num acidente, equipamentos para resgate em altura, cordas, bote inflável, maleta de primeiros socorros e até uma motoserra para retirar árvores caídas sobre carros. A Só Ação dispõe de mais quatro veículos, sendo uma UTI e três automóveis comuns.

- Por trás das cameras

Matéria publicada na revista Contigo! em 20/01/98
Por Isabel Ribeiro em Cerqueira Cesar


Risco Máximo
Para as cenas perigosas de Selena, entra em ação Denise Só, uma dublê que se envolve em situações de tirar o fôlego.

Se por um lado muita gente se aflige na poltrona toda vez que a destemida Selena (Cristiana de Oliveira) de Corpo Dourado enfrenta uma situação de perigo, por outro lado a intérprete da personagem é só confiança.

Tamanha tranqüilidade atende pelo nome de Denise Só, uma bela loira de 33 anos, contratada para ser a dublê de Cristiana até o final da trama de Antonio Calmom. - Estou adorando trabalhar com a Crica. A gente se entrosa bem e discute muito os trejeitos do personagem - conta a dublê.

Na estrada há onze anos, Denise foi escolhida para fazer as cenas de risco da protagonista por ser uma das mais completas dublês do país. Várias facetas de sua versatilidade são mostradas na novela. Entre elas está a montaria e a destreza ao volante de um Scania 62, o caminhão da personagem. - Se a direção fosse hidráulica, Cristiana poderia dirigir. Como é um veículo pesado, exige preparo físico.

Corpo Dourado oferece espaço para outra modalidade que Denise domina: a cama elástica, da qual saltou para gravar o insólito encontro entre Selena e Arthurzinho (Marcos Winter). Na história, a heroína é atirada pelo chucro do Arizona na platéia de um rodeio e cai no colo do playboy. Nessa festa country, por sinal, Denise ganhou uma parceira : a peoa Lúcia Primo, que se equilibraria no cavalo. Mas na última hora, Lúcia foi dispensada: a fera foi montada por um peão da cidade, porque era necessário competir no estilo "macho" de Selena.


Além da loira "dura na queda", Cristiana Oliveira contou ainda com as dicas da Peoa Lúcia Primo.

Cheia de garra, Denise não deixa transparecer que morre de medo ao fazer seu trabalho.Inexplicavelmente, porém, ela sabe que nasceu para isso. Praticou na adolescência windsurfe, ginástica olímpica e judô. Há quinze anos casou-se com o professor de jiu-jitsu, Jorge Só, um dos dublês preferidos dos diretores de novelas da globo. Dona, com o marido, da agência de dublês Só Ação,

Denise já tomou a vez de atrizes como Glória Pires em Vale Tudo (1988) e Cláudia Raia em Deus nos Acuda (1992), em quadros ameaçadores. Mas em Cara & Coroa (1996) sua vocação foi posta á prova. A situação envolvia a morte de Heloísa (Maitê Proença), que após cair de um penhasco estatelava-se nas rochas. Denise deitou-se numa delas na praia de búzios e gravou várias cenas "mortas".

Só que uma onda inesperada a lançou ao mar e ela teve o corpo jogado contra as pedras. Resultado: dentes quebrados e muitos pontos pelo corpo. Os dois filhos, Yuri, 14 anos, e Yan 12, entusiastas do ofício dos pais, demoraram para superar o trauma e o marido a aconselhou largar tudo. Denise apenas deu um tempo. Seu novo objetivo é ser atriz. Mas impõe uma condição: seu papel tem de estar recheadíssimo de ação, é claro!

O Trabalho inclui partos, socorro a baleados e transporte das vítimas ao hospital

Em três anos de trabalho, a Só Ação acumula não só centenas de resgates, mas também muitas histórias. Acidentes são as ocorrências mais comuns, mas prestar socorro a pessoas baleadas e esfaqueadas também faz parte do trabalho. Até um parto a equipe já realizou quando Edelson Luiz Ourives, estava fazendo a ronda. "Quando paramos para socorrer a mulher, o bebê já estava nascendo e não havia tempo de levá-lo para o hospital. O que foi feito depois dos primeiros cuidados", conta Edelson.

Para não se envolverem emocionalmente com os casos que atendem, os integrantes do grupo de resgate prestam os primeiros socorros e acompanham as vítimas até que elas sejam encaminhadas ao hospital. "Depois disso, nos afastamos do caso. Nem os nomes das pessoas ficamos sabendo", explica Edelson. Segundo ele, essa decisão foi tomada desde que eles socorreram uma pessoa e depois ficaram sabendo que no dia seguinte ele havia morrido.

"Isso é muito ruim. Quando estamos no local do acidente e chegam os familiares desesperados, a gente acaba se envolvendo no drama deles. Mas quando não aparece ninguém, a situação se torna menos dolorosa" , diz Ourives. Nem sempre as vítimas ficam anônimas. Ele já reconheceu um menino por causa de um ferimento na cabeça causada por um atropelamento. Para Jorge Só, ajudar crianças e velhos é uma tarefa difícil. "Uma vez socorri um menino de nove anos que teve fratura exposta no pé. pensei no meu filho", conta. Outro momento que o marcou foi o atropelamento de um senhor de 77 anos. "Ele estava arrebentado e ainda pedia desculpas por nos estar dando trabalho".